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terça-feira, 9 de setembro de 2008

Cardápio de um consultor sedutor (II)

Para construir a mensagem que envolve os elementos do cardápio informativo, o consultor deve garantir a resposta a seis questões:

. O quê (facto)
. Quem (sujeito)
. Quando (momento)
. Onde (lugar)
. Como (modo)
. Porquê (motivo)

Bons consultores fornecem informação que interesse aos leitores dos Media. O jornalista é o narrador, proporcionando ao emissor uma credibilidade que só o third part effect dá.

Nota: A primeira parte deste post foi escrita no blog Piar, respondendo a este desafio.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Braga e Vitória de Guimarães com comunicação (I)


Há dois anos, Cajuda entrou no Afonso Henriques vestido como o pai da Pátria, acompanhado pelos seus soldados.
Este ano, ao som da música de Nino Rota, criador da banda sonora do Padrinho, toda a equipa entra de fato preto de giz e o treinador, Manuel Cajuda, no interior de uma limousine de chapéu e charuto. Ele era o líder da Família.
Este ano, também o Braga aderiu ao mesmo marketing. Na sala de imprensa, César Peixoto – mais famoso pelos seus romances -, Jorginho, etc, vestidos à gladiadores encarnando ferozes guerreiros.
Por sinal, a claque do Braga tem uma mega bandeira de um gladiador com um leão aos ombros.
Imagens fortes, de combate, que geram união e empatia com massas associativas sedentas de troféus.
Interessante gestão de expectativas com os suportes indispensáveis de profissionais de comunicação e de marketing. Também a acompanhar.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Evento: ferramenta de comunicação

Durante o mês de Agosto teremos alguns colunistas convidados no do fundo da Comunicação.

Por Bernardo Alegra*

Nos últimos anos temos assistido a uma profunda alteração do paradigma de comunicação das empresas e marcas. A chamada publicidade above the line tem perdido progressivamente importância para a bellow the line.

Já todos sabemos que os consumidores estão mais informados e exigentes e como tal as empresas têm de ser mais criativas e sobretudo mais enfocadas no indivíduo em contraposição com as massas e as comunidades. Mas mesmo sabendo isto muitas empresas definem mal o seu marketing mix e continuam a apostar em formas de comunicar mais generalistas, pouco eficazes e dificilmente mensuráveis.
Porquê? Comodismo, cultura e desconfiança.

Mas basta olhar para o mercado para perceber que as empresas que perceberam e se anteciparam a esta alteração paradigmática são as “rising stars” do momento..

Uma das formas de comunicar que tem vindo a ganhar relevância na comunicação da reputação de uma empresa ou produto/serviço é o evento.
Em primeiro lugar porque o conceito de evento em si é extremamente flexível e adaptável aos objectivos que definimos. Depois porque oferece um conjunto de vantagens difícil de igualar por outras formas de comunicação:
. Selecciona o target da comunicação, seja este externo à empresa, interno ou ambos
. Garante enfoque e atenção do público-alvo, controlando a percepção deste ao comunicado
. Permite o contacto face a face e facilita o conhecimento profundo do público-alvo
. Pode ser inovador e único
. Permite desenvolver network
. É facilmente integrável com outras formas de comunicar
. Permite ter feedback imediato
. Facilita o follow-up e a medição dos resultados
. É memorável e distintivo

Em poucas palavras: comunicação eficaz e eficiente com excelente retorno do investimento. Não é isso que se procura na comunicação? Então experimente guardar uma fatia maior do seu próximo orçamento de marketing para eventos. Vai ver que vale a pena!

* Director YoungAd

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Clinton outra vez em Portugal

Já assisti a diversas conferências de figuras internacionais em Portugal. Giuliani, Blair, Colin Powell, etc.
O que mais gostei foi Clinton, no Pestana Palace Hotel, trazido a Portugal por Luís Delgado.
A sós, apenas Pedro Santana Lopes teve a honra de conhecer o homem que popularizou o vestido azul mais conhecido da política mundial. E a sua mancha.
Clinton foi um show, na pose, amparada lateralmente ao púlpito, enquanto escutava as perguntas. A primeira, lembro-me perfeitamente – e já vão 3 anos – fez António Guterres.
Nas respostas em que falou da Bósnia e de uma história fantástica dos meninos no Ruanda.
Bill Clinton foi um grande presidente, mas hoje o seu valor facial é muito mais baixo. É um derrotado. Al Gore foi o primeiro a perceber que as suas aparições tiravam votos, por isso nunca o quis ao seu lado em 2000.
Era um trunfo junto dos afro-americanos. Toni Morrisson, ex-Nobel da literatura, chegou a dizer que ele era o primeiro presidente negro. Mas 80% do eleitorado negro votou Obama.
Clinton foi um dos principais responsáveis da derrota de Hillary, sobretudo nos estados do sul.
E George Stepanoupoulos, em “All Too Human” foi o primeiro a perceber que Hillary era muito melhor que ele. Mais fria, mais ambiciosa, mais bem preparada, como muito mais paixão pelo poder.
Gosto de Bill Clinton, mas desta vez não tenho interesse.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Uma história de Sócrates

Para se reflectir sobre três possíveis filtros de comunicação, aqui fica uma história do mestre Sócrates, o grego.
Conta-se que um dia, um conhecido do mestre lhe disse que tinha sabido algo sobre um dos seus discípulos
«Antes gostaria que passasses a prova do triplo filtro», afirmou Sócrates. «O primeiro é o da Verdade. Estás seguro que de que o que me vais dizer é certo?»
- «Acabo de o saber e…», disse o conhecido.
- «…queres dizer, que não sabes que é certo. O segundo filtro é o da “Bondade”. Queres contar-me algo de bom sobre o meu discípulo?».
- «Pelo contrário», refere o conhecido.
- «Então queres contar-me algo de mau sobre ele e sem saber que é certo? Ainda poderias passar por um terceiro filtro, o da Utilidade. Vai-me ser útil?», pergunta Sócrates
- «Não muito»
- «Se não é certo, nem bom, nem útil, para quê contar-me?», concluiu Sócrates.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

A paixão da História

A “Meios e Publicidade” foi a primeira a anunciar a criação da Visão/História.
Foi a primeira coisa que li nessa manhã. Mas fiquei com as expectativas frustradas.
Sou consumidor mensal certo de quatro revistas de história: A National Geographic História, a Clio, a Historia y Vida e La Aventura de la História. Todas espanholas e nada parecidas com a nossa “História” que sempre foi um projecto, desde o início, mais preocupado em ser académico do que para consumo de massas.
E ainda compro a “L`Histoire” e a “História”, brasileira.
Por isso, esperava que a Visão aparecesse com algo parecido com o que os nossos vizinhos fazem tão bem.
Afinal, nem a periodicidade é certa. Será pontual, quando se justificar. Os portugueses que gostam de história vão ter que continuar a desenvolver o castelhano.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Paulo Teixeira Pinto volta a atacar

Paulo Teixeira Pinto deixou o teatro de guerra e voltou-se de novo para a advocacia. Discreto, mas já com escritório montado. É ali para os lados da Avenida da Liberdade.

Audiência e circulação paga

Aos olhos dos anunciantes existem dois eixos que norteiam as suas decisões quando investem em Imprensa escrita: audiência e circulação paga. Precisam das audiências para saber quem lê e quantos lêem. Utilizam a circulação paga para aferir o "peso" de cada meio, verificando o número de pessoas que estão dispostas a pagar para ler aquele jornal ou aquela revista. Ou seja, para definir a audiência mais importante, aquela que esteve disposta a gastar dinheiro para ler o meio.

Daqui resulta que os gratuitos - hoje estreou o Global Notícias - perdem na vertente publicitária para os pagos, já que os seus leitores não tiveram qualquer custo para obter o jornal - desconto aqui o custo de estender o braço. Por isso, não se consegue afirmar se estavam efectivamente interessados em receber o jornal e se o chegaram a ler.

Também nas RP é fulcral estudar as audiências e as circulações pagas para atingirmos os objectivos de comunicação, traçar estratégias para endereçar a audiência e, consequentemente, obter resultados. As consultoras de comunicação são parte interessada no estudos de audiência e nos resultados da APCT (Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragens). Queremos saber com rigor a quantas pessoas chegou a informação, e a que segmento de pessoas chegou.

Assim, é de aplaudir o que Alberto Rui Pereira, presidente da APCT, quer para o mandato do próximo triénio:

- Aumentar periodicidade da divulgação dos dados: de trimestral para bimensal (ainda assim, aqui a ambição terá de ser mensal);

- Medir circulação online: número de pageviews, visitantes únicos, quanto tempo os leitores permanecem em cada página;

- Verificar pacotes: muitos deles enfermam do mesmo mal que os gratuitos (é uma oferta, neste caso não do Jornal, mas de um empregador ou patrocinador).

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Já é oficial: segunda estreia

O nosso blog do fundo da Comunicação tem estreia aguardada para a próxima segunda-feira. Os três autores vão estar activos todas as semanas, e esperamos que todos os youngnetworkers também.

Até agora esteve em versão beta, para testes e para consumo interno.

Decidimos só lançar depois da silly season. Segunda, aí estará.

Trocámos BBC por CNN

Decidimos colocar a CNN como tv oficial do blog, em substituição da BBC News. Ver em baixo.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Controlo da memória

Boa entrevista hoje, a de Paul Moreira, jornalista de investigação, no DN . Excelente sobretudo a importante nota que qualquer profissional de comunicação deve reter: controlo da memória. A memória dos públicos-alvos é muito curta, daí a importância de criar os soundbytes, cujo erosão pelo tempo é menor. Menos brilhante a descrição sobre spin doctors: "São conselheiros em comunicação, são responsáveis de relações públicas, são pessoas que transmitem informações paralelas a dizer, por exemplo, que tal empresa ameaça suspender a publicidade no canal se tal reportagem for divulgada, como aconteceu comigo, e depois essa informação revelou-se falsa". A credibilidade é o maior bem de qualquer spin doctor. Perdê-la significa estar fora do jogo.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Para os youngnetworkers, do fundo da Comunicação

Caros,

apresento hoje em primeira mão o blog do Grupo (PD, NS, YN e afins) a todos os youngnetworkers.

Demorámos a entrar na blogosfera, mas agora que entramos vamos com tudo.

No blog vamos criar, opinar sobre, apresentar, analisar conteúdos relativos à comunicação.

São 3 os autores para já, podendo vir a ser convidadas outras pessoas do grupo para escrever mais à frente.

Sintam-se à vontade para comentar os textos, para criar dinâmica ao blog.

O blog apresenta muitas das potencialidades da Web2.0, como fotos em slide dos autores, radio do Grupo (ouvir música enquanto se lê os textos), possibilidade de comunicar por via de texto (MSN) ou voz (Skype us) com os autores, conteúdos (imagem e texto) actualizados ao momento sobre comunicação e publicidade, feeds de notícias para agregadores, entre outras ferramentas. Também teremos tv em streaming. Para já escolhemos a BBC News.

Vamos estar online e anunciar o blog só para a semana. Encontra-se em versão teste. Pelo que sugestões são bem vindas. Para já não divulguem para fora do grupo.

À assinatura que temos nos emails será preciso adicionar o blog depois do site, e nos próximos cartões pessoais da youngnetwork também virá o url do blog.

Este é o primeiro projecto urdido no novíssimo YoungLab.

Outra novidade: contamos para a semana ter o novo site no ar, mais de acordo com aquilo que somos hoje. O blog estreará logo depois do site.

Bons posts.

João Duarte