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quarta-feira, 3 de setembro de 2008

5º Canal a três

Começa a ser quase definitivo o acordo tripartido para o 5º canal generalista de televisão.
A aposta do Governo sempre foi a de compromisso, politicamente correcta, agradando a gregos e troianos.
E assim o Governo quer envolvidos na aliança a Cofina (pela liquidez), a Global/Olivedesportos (pela experiência) e a Zon (pela infra-estrutura).
É um cenário angelical – que Balsemão e a Prisa estão a acompanhar com atenção.
Aqui, para mim, há um problema grave. A gestão de personalidades de Paulo Fernandes e Joaquim Oliveira. Completamente incompatíveis.
As construções de cenários às vezes pecam por um pormenor. É que esquecem o factor humano. E tudo no mundo depende deste factor. (ver mais aqui)

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Almoço no Vírgula - A frase de Paulo Fernandes

. "(Os Grupos de Media) Entregam audiências aos seus anunciantes". Notável definição do negócio. Surpreendeu-me a perspectiva, mas parece muito acertada.

Almoço no Vírgula - Shots de Paulo Fernandes que valem a pena

Os oradores começaram a falar ainda antes do almoço acabar, para cumprir a agenda. O tema era sobre o que o vai acontecer nos próximos dez anos no mundo dos Media.

Paulo Fernandes, presidente da Cofina, foi o primeiro a falar. Aqui fica, em forma de shots, o que disse de mais relevante.

. "Segmento da Imprensa não vai desaparecer. A quebra actual é um ajustamento face ao crescimento da Internet". Recordo que a Cofina é o maior grupo de Imprensa escrita em Portugal.

. "Todos (Grupos de Media) vivem acima das suas reais possibilidades". Paulo Fernandes lança aqui a necessidade de acabar com projectos inviáveis, incluindo os da Cofina.

. "Irá existir uma fragmentação de audiências acentuada". Com o aparecimento das novas plataformas e de novos conteúdos.

. "As redacções multimédia são como o cavalo de duas cabeças. Todos dizem que existe, mas ninguém o viu."

. "Prevejo uma selecção natural, a consolidação do sector e a internacionalização dos projectos nos próximos anos."

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

1- O Tal Canal...

Este ano assistir-se-á nos jornais a um braço-de-ferro silencioso entre Cofina e Grupo Oliveira.
O objectivo é o novo canal aberto generalista que Sócrates já anunciou.
Eu tenho quase a certeza que Sócrates já escolheu Joaquim Oliveira, pela amizade pessoal e diversas ligações mais ou menos conhecidas.
Mas Paulo Fernandes, neste momento, tem liquidez, tem três títulos interessantes e que o poder político não pode desprezar. Sócrates não se pode dar ao luxo de perder simpatia no “Correio da Manhã” (maior jornal do país), na “Sábado” (a revista em crescimento constante e muito bem feita) e “Jornal de Negócios” (muito influente nos meios financeiros).
Na questão do novo canal, a escolha do Governo ainda pode ser uma questão de lobby. E a Cofina ainda pode mudar a decisão. Basta manobrar e “dar a entender a sua força”. Isto é trabalho de “PR people” e não de “Ad people”.
Atenção às manchetes e às estratégias a afinar pelas direcções editoriais. A pergunta que se fará, internamente, até à decisão final será: vamos alimentar o ego do Governo ou atacá-lo severamente?

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Elementar, meu caro Watson

Sir Arthur Conan Doyle descreveria a situação recorrendo a uma das frases do célebre investigador Sherlock Holmes: "Elementar, meu caro Watson".

Francisco Penim abandonará a SIC e o Grupo Impresa. Era o que devia ter acontecido logo no primeiro momento, quando largou o comando da SIC e foi anunciado que seria o director coordenador de conteúdos da Impresa Digital. Poupava-se o segundo momento de comunicação negativa para o ex-comandante.

Penim nunca foi o super-homem que um dia Clara de Sousa lhe chamou em capa cor-de-rosa, mas vale mais do que a sua actual cotação de mercado. A TVI que esteja atenta. Eu, se decidisse, ia buscá-lo, até para explorar o conhecimento e o sucesso que experimentou quando liderou os temáticos de Carnaxide (além dos não divulgáveis segredos da concorrência, que não são transferíveis...segundo me dizem...pois...pois). Até porque a TVI vai finalmente, em 2008, lançar-se nos canais temáticos por cabo.

Se a estação de Queluz não aproveitar, ou sentir anti-corpos a Penim, cá estará o próximo player - Joaquim Oliveira ou Paulo Fernandes - para o aproveitar.

Blogografia: De comandante a capitão na dança das cadeiras

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Oliveira e Fernandes aplicam KO...

...a Balsemão e Polanco

Novo canal vai ser realidade. De acordo com a Lusa, o Governo aprovou, em Conselho de Ministros, a abertura de um concurso público para um novo canal generalista em sinal aberto na televisão portuguesa. Saberemos se finalmente Joaquim Oliveira ou Paulo Fernandes chegam ao almejado negócio.

Aguarda-se que a Impresa e a Prisa vendam as suas operações, já que nas palavras dos seus responsáveis seria nefasto para o mercado e todos os sectores iriam sofrer muito. Vendam, vendam, antes que as operações desvalorizem ainda mais.

Já temos internamente as nossas previsões, bem como uma teoria da conspiração, mas a seu tempo o Rui escreverá sobre isso.

As agências de comunicação apoiam o novo canal, como escrevemos no final de Novembro.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Cofina: Vamos às compras?

O mercado publicitário cai na Imprensa escrita, mas a Cofina cresce. No primeiro semestre de 2007 e em comparação homóloga com o ano anterior, o grupo de Paulo Fernandes aumentou as receitas (+3%) e os lucros (+2,4%), sobretudo à custa das receitas de publicidade, que cresceram 12,9%. A boa gestão compensa. E agora, com o bolso cheio, vamos às compras? Há quem aposte que o próximo negócio está por dias. Quem olha para os títulos do grupo e, por estes dias, andou atento aos Media conseguirá somar dois mais dois...