segunda-feira, 21 de abril de 2008

Novidades do PSD

Consta que a sede de Pedro Passos Coelho vai ser num edifício aqui para os lados do Campo Grande. Se passarem por lá ainda está a dizer vende-se, mas tudo será montado a partir de hoje.
E vai haver mais dois candidatos peso-pesados. Hoje já se irá saber mais.

"Cachas" made by do fundo da Comunicação

Gostamos de dar notícias aos nossos leitores, sobretudo notícias próprias com a chancela do fundo da Comunicação. E procuramos acertar sempre. Para isso, publicamos apenas assuntos cujas fontes sejam fidedignas e evitamos tomar como certa uma informação que venha de uma só fonte.

Ontem, escrevemos aqui duas novidades - na verdade, uma novidade e uma provocação - relacionadas com uma nova agência. Hoje de manhã os dois promotores do projecto já confirmaram as informações da nossa notícia na caixa de comentários do blog.

O post sobre o PSD que o Rui colocou agora será confirmado pelos Media, em breve.

domingo, 20 de abril de 2008

70% da remuneração da Guess What? PR será flexível

Cerca de 70% da remuneração da nova consultora será variável. Pelo menos, a fazer fé nas palavras de Renato Póvoas, managing partner da Guess What? PR, num post de Outubro de 2007: ..."Assumo mesmo que 70% do total da remuneração (das agências) deveria ser flexível, de acordo com os resultados da agência provocados no cliente. Numa primeira análise o que poderá parecer uma ameaça à subsistência e viabilidade económica das agências transforma-se rapidamente numa oportunidade de estas afirmarem e comprovarem o impacto e o valor que o seu trabalho e as RP provocam no negócio dos seus clientes". Ver post completo aqui.

Se repararem, o primeiro comentário a esse post é meu. E escrevi na altura o seguinte:

"Viva, algumas notas sobre o texto:

- o sector não está estagnado;
- não acho que a associação tenha que fazer nada a este respeito, o mercado é que deve funcionar;
- Se vê como oportunidade deverá implementar o modelo que propõe (isto é o mercado a funcionar; se estiver certo ganhará muitos clientes rapidamente).

abr."

Parece que o Renato levou o desafio a sério e vai revolucionar o modo de remuneração no mercado.

Boa sorte! Estarei atento ao desenrolar dos acontecimentos.

Jorge e Renato estreiam Guess What? PR

Vai estrear no mercado uma nova consultora. Baptizada de Guess What? PR, a empresa é o novo projecto de Jorge Azevedo e Renato Póvoas, apurou o do fundo da Comunicação. Os dois profissionais de comunicação especializados em saúde irão apresentar a Guess What? PR no início do próximo mês.

Os dois dissidentes da Mediahealth lançaram também um blog intitulado Diálogos de Comunicação, que poderá substituir o Relações Públicas Sem Croquete, da autoria do Renato, e o Serviço de Urgência, do Jorge.

Novo acordo ortográfico (II)

Do acordo ressalta uma única alteração que me parece infeliz. A queda do acento em certas palavras graves originará alguma confusão, pela homografia das palavras. O texto do acordo defende-se que devemos pronunciar essas palavras consoante o contexto.

Registe-se o exemplo do que estou a dizer: "O homem pára em frente ao sinal" passará a escrever-se "o homem para em frente ao sinal". Mas na fonética não há qualquer alteração. O acento deve continuar a pronunciar-se.

Novo acordo ortográfico (I)

Li hoje o livro Atual - O novo acordo ortográfico. Um livrinho de 30 e poucas páginas que esclarece no essencial que as alterações que permitem a unificação do português são muito poucas.

O acordo traz para a linha da frente o critério fonético em detrimento do etimológico. Assim, as consoantes mudas apagarem-se do vocabulário é umas das principais evoluções. O novo acordo traz também o desaparecimento de alguns acentos gráficos, uma regra mais clara na utilização do hífen e o nosso vocabulário ganha três letras - k, y e w.

O acordo não consegue a unificação a 100%, ficando algumas palavras com dupla grafia, consoante a norma seja lusoafricana ou brasileira, já que os 100 anos de divergência cavaram algumas diferenças inultrapassáveis.

Ótima ação

O corrector do Word sublinha estas duas palavras a vermelho, mas elas estarão correctas dentro de pouco tempo. As consoantes que não dizemos apagar-se-ão na grafia das nossas palavras, segundo o novo acordo ortográfico, redigido há 17 anos.

Esta é uma das alterações. Desde 1911, quando ocorreu a primeira grande reforma ortográfica no nosso país, que esperamos uma unificação entre as várias formas que o português tomou com o passar dos anos. No início do século passado fez-se a reforma à margem do Brasil, e não tendo havido entendimento posterior, a grafia dos dois países divergiu.

Não gostamos de mudança. Não gostamos porque no imediato provoca-nos sempre desconforto. Dá trabalho habituarmo-nos a novos paradigmas. Mesmo que rapidamente fiquemos numa situação melhor que a anterior, o período de adaptação é incómodo. Por esta razão, na hora da mudança, como agora acontece com o novo acordo ortográfico, invocam-se muitos argumentos para deixar tudo como está.

A pertinência do acordo, segundo o livro “atual - O novo acordo ortográfico”, de João Malaca Casteleiro e Pedro Dinis Correia, deve-se a razões históricas, de lusofonia e pedagógicas. O acordo, por ratificar e que afecta apenas a grafia da escrita, fecha 100 anos de divergência e é essencial para unificar a ortografia de oito países e de dezenas de organizações internacionais, facilitando também a aprendizagem da própria língua portuguesa.

Ao todo existem no mundo mais de 200 milhões de pessoas a falar português, e devia ser hoje claro para todos que não ratificar o acordo – Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe já deram o ok – seria um suicídio para o português de Portugal. Que peso teriam os nossos dez milhões contra os 160 milhões do país irmão? Participando garantimos algum voto na matéria.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Linda analogia

Pedro Lomba, hoje, no Diário de Notícias, presenteia-nos com esta: "Boa imprensa é um pouco como beleza física: ou se tem ou não se tem". Bonito soundbyte. Soa bem. Pena ser um disparate.

Somos o tunning dos blogs

Fiquei hoje a saber que somos o tunning dos blogs. Ver aqui no blog Diálogos de Comunicação. Agora é a vez da vossa largura de banda ficar entupida. Um abraço para os dois.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

A bela Itália (II) e o marketing político

No marketing político há preceitos, teorias e truques gerais, mas tudo varia consoante a cultura dos povos.
Não há soluções e sugestões aplicadas num local que tenham garantidamente aplicação de sucesso noutro lugar do planeta.
Senão, vejamos, como seria a reacção em Portugal, nos EUA, em Inglaterra a estas declarações:
«Itália é um grande país para os investidores…hoje temos menos comunistas e os que ficam negam tê-lo sido. Outra razão de peso para investir em Itália é que temos belas secretárias…raparigas soberbas».
«Desta vez não vou mandar mulheres bonitas para deputadas…temos outras coisas boas para fazer com elas».
Em qualquer parte do mundo, um líder político seria trucidado por estas declarações machistas.
Mas estamos em Itália e estas palavras são de Sílvio Berlusconi.
E isto, para quem conhece Itália, está muito mais próximo da sua cultura do que fórmulas copiadas a Obama.
Por isso ganha. E ainda por cima porque tem o Milão (futebol), a Mediaset (televisão e os canais que mais despem as bailarinas e assistentes de programas) e é milionário.
Itália é a pátria de “La Piovra”, não nos podemos esquecer disso.

A bela Itália (I)

No último comício do PD, Walter Veltroni, discursou: «A Itália fantástica que trabalha, que pensa, que se cansa, que acredita e que quer mudar merece uma política nova».
Veltroni falou em «si, puo fare», copiando Obama e da imprensa internacional – quem a lê – reparou como os meios mais à esquerda, por exemplo, “Le Monde” e “El País” fizeram uma campanha fortíssima a favor do “síndaco” (presidente de câmara) de Roma.
Mas Veltroni não é um homem novo e veio da área comunista onde foi até director do “L`Unitá”, uma espécie de “Avante” da bota. Conseguiu irritar Berlusconi, porque em campanha nunca referiu o nome dele (algo impensável para um “umbiguista”), mas não chegou.
O mago das campanhas da Benetton, Oliviero Toscani, declarava na quinta feira ao El País (mas por trabalho, ainda não tinha referido): «Morreremos vestidos na última moda, mas idiotas».
«O produto de pior qualidade em Itália é a política. Os piores profissionais do país são os políticos. Por isso Itália está assim».
Veltroni, apesar de ter unido a esquerda no Partido Democrático, não passou. Berlusconi está muito mais perto da alma italiana do que um intelectual de óculos.
Aliás, já repararam que quem usa óculos não passa e perde? Explicarei porquê, oportunamente.

Mas que grande notícia!


Cabaço à presidência já! O número um criativo na EuroRSCG americana é nosso. Conheci-o há seis anos quando a YoungNetwork fez a comunicação da fusão entre a Grey e a Home, da qual resultaria a GreyHome. Num rectângulo onde rareia o talento criativo na publicidade, olhar para o exemplo do Zé Ricardo é motivo para nos regozijarmos. Que prazer me deu ler esta notícia. A história mais completa aqui, na Meios.

Embala-nos Smith que eu gosto

Leio que há “bastantes agências a perder dinheiro” – Jorge Marques, presidente da Strat, in Briefing.

And? What’s the point?

As que perdem durante pouco tempo, recuperam mais à frente.

As que perdem durante muito tempo fecham, saem de jogo, diminuem a concorrência para as outras. Talvez haja agências de publicidade a mais, talvez estejam sobredimensionadas, talvez sejam ineficientes.

Ficam as outras, poucas ou bastantes, que já faziam dinheiro ou que perdiam até há pouco tempo, as que vivem segundo Darwin e se adaptam.

A “mão invisível” de Adam Smith a embalar o mercado.