terça-feira, 18 de agosto de 2009

Ministro das Finanças de PSL não vale nas urnas

Bem dito. Numa das suas fraquezas comunicacionais, Santana Lopes aplica a expressão "ministro das finanças" para explicar que consigo haverá rigor nas contas. Pena que Gonçalo Reis não valha nas urnas, aquilo que vale na gestão financeira. É um nome que diz muito a uma pequena audiência e diz pouco às massas.

O ex-Primeiro-Ministro precisava de outro trunfo mediático, um tal de Bagão Félix, por exemplo.

Ainda assim, vale a pena "puxar" por Gonçalo Reis no discurso de campanha.

Antecipar a acção por detrás das câmaras

Por Eva Mota*

Quando se aproxima um grande evento mediático a pressão do tempo é como uma ampulheta gigante sobre as nossas cabeças, lembrando-nos constantemente que tudo tem que ser revisto ao pormenor. Todas as situações têm que ser previstas, todos os passos são pensados e, caso surjam imprevistos, a resposta tem que ser imediata.

Os grandes eventos mediáticos, com transmissão televisiva em directo, ganham uma dimensão e uma exigência ainda maior. Mesmo por detrás das câmaras a pressão é constante e são estes eventos que nos fazem crescer enquanto consultores de comunicação, que nos mostram realmente que a paixão que sentimos pela nossa profissão compensa e é recompensada.

O grande desafio para um consultor/a de comunicação na organização e gestão de um grande evento mediático é a antecipação: antecipar quais serão as necessidades de informação dos jornalistas antes, durante e depois do evento; antecipar a coordenação da equipa in loco; antecipar a gestão de todos os intervenientes na organização do evento; antecipar de que forma serão geridos os diferentes Media no local no evento.

Cada evento tem a sua tipologia e consoante a sua natureza é necessário detectar as diferentes necessidades dos Media. Cada órgão de comunicação social necessita de informação diferente em relação ao mesmo evento, os interlocutores diferem consoante o segmento, a gestão dos timings no local tem que ser prevista. É necessário que a equipa tenha a capacidade de responder a todos os jornalistas, no mesmo momento e no mesmo espaço. Mais uma vez “antecipar” é a palavra de ordem e preparar o espaço e os diferentes interlocutores uma vantagem fulcral. As Relações Públicas e a Consultoria de Comunicação fundem-se, dissipam-se uma na outra neste tipo de eventos e um consultor/a com valências nos vários campos da comunicação está mais preparado para enfrentar qualquer tipo de situação antes, durante e depois do evento.

A crise económica marcou o seu espaço até no que respeita ao trabalho jornalístico: os jornalistas têm menos tempo; as redacções estão mais reduzidas; a disponibilidade para sair das redacções é cada vez menor. É por isso que a criação de valor e o sentido de oportunidade são um trunfo. Se soubermos “vender” o nosso evento, a presença dos Media é garantida. Gerar “buzz” em torno da acção, reforçar a sua dimensão e a sua importância junto dos Media são factores chave para o sucesso do evento. Gerir as expectativas do cliente na realização de grandes eventos mediáticos depende de usarmos todos os trunfos que temos a nosso favor.

Antecipe-se e seja a fonte que os jornalistas esperam que seja. Antecipe-se e corresponda às expectativas do seu cliente. Antecipe-se e torne o seu evento memorável!

* Consultant
Grupo YoungNetwork

And now for something completely different

Por Bernardo Alegra*

Esta frase imortalizada pelos Monthy Python é referência para muito do humor que se faz desde os anos 80.
Também o devia ser para os marketeers e comunicadores em geral.
Muitas das pessoas ligadas ao marketing e comunicação estão formatadas para trabalhar dentro de um determinado registo e por segurança, incapacidade, ou ambas, dificilmente experimentam novas formas de comunicar com o seu público-alvo. Como consequência repetem o mesmo formato de comunicação vezes sem conta porque, segundo eles, resulta. Até pode ser verdade, muitas formas de comunicação resultam durante muito tempo. Mas será que não haverá outras que resultem melhor? Será que com a repetição de formatos gastos conseguem a essencial diferenciação face à concorrência? E estes formatos acompanham as novas tendências do mercado? Se tem dúvidas experimente reservar uma pequena fatia do seu budget anual para novas formas de comunicar. Se der errado o prejuízo é pequeno e pode sempre voltar para o seu porto seguro. Se der certo vai brilhar com os seus shareholders e sobretudo com os seus clientes. Ah, e no ano seguinte reserve uma fatia um bocadinho maior.

*Director
YoungAd

Profecia

Sou pouco dado a elogios e críticas externas a pessoas que trabalhem no Grupo (mas muito dado a elogios e críticas internas).

Abro aqui uma excepção.

No início do ano, sabia que à partida iríamos sobretudo sentir a ausência de uma pessoa este ano, que estaria fora de combate por seis meses devido à licença de maternidade. Apesar deste handicap, no ano económico mais difícil desde que o Grupo YoungNetwork existe, prometemos a nós próprios estar melhor hoje do que no início do ano.

E o resultado é:

- Entregamos à Rita uma empresa melhor do que a que deixou;
- Com a Rita cá teríamos feito ainda melhor.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Querida Young...

A menos de um mês de voltar para TI, já como Mãe de família e de sorriso estampado no rosto, sei que vou encontrar o MEU Grupo radicalmente diferente. Novos clientes, novos consultores, novas equipas, novas metodologias, novos continentes de actuação, muitos mais desafios profissionais, e mais e mais e mais mudanças.

Só quem passa pela YN sabe que uma semana neste Grupo é absolutamente absorvente. Porque tudo acontece, porque TODOS fazemos acontecer, porque há espinhos, e luta, e vitórias e derrotas e tudo é vivido com uma intensidade pelos NOSSOS, como nunca vivi em mais lado nenhum.

Claro que de alguma forma me assusta voltar para TI. Porque é tão bom estar com a filhota, porque há muitos desafios novos, porque há novas caras, porque sei que um longo tempo de paragem pode dificultar o reinício. Mas já passei por outras mais duras provas, e sei que esta será rapidamente superada. Até porque conto com a coerência de sempre, com o sentido de justiça de sempre e com a motivação de sempre, dadas por TI.

Para que uma relação resulte é fundamental que haja reciprocidade. Que ambas as partes dêem o seu melhor, se apoiem nos momentos mais difíceis, celebrem juntos os bons momentos, é fundamental que haja (boa) comunicação. Já vamos em 8 anos de relação cara Young! Alguma coisa havemos (ambas as duas!) estar a fazer bem.

Até breve e saudades NOSSAS!

PS – Um grande beijinho para todas as MINHAS equipas (isto da possessividade é mesmo coisa de mulher).

Beijos e boas férias!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A magia de África

Por Sílvia Morgado*

Dizem de África, que se ama ou se odeia.

Na minha curta estadia em Luanda, no soft launch da YoungNetwork Angola na FILDA, apaixonei-me por um país/uma cidade que a passos gigantes se reconstrói e renova.

Uma cidade de grandes contrastes, de cores fortes e quentes, de sons intensos e ritmados, mas sobretudo de homens e de mulheres que acreditaram e acreditam no sonho da reconstrução, e que diariamente criam uma onda de esperança vencedora para uma África projectada no futuro.

É este sonho que também abracei e que em Setembro assumirá contornos de realidade. De uma realidade que implica mudança, iniciativa, empenho, coragem e muita fé. Fé num projecto, a YoungNetwork Angola, e num país que recebe de braços abertos todos os que a ele se juntam na caminhada galopante para o progresso.

Agora é tempo de férias e de preparativos para mais um grande voo dos NOSSOS … Até breve!

*Directora-Geral
YoungNetwork Angola

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

VIP: Valor de Imagem para o Produto? (ii)

Por Filipa Silva*

Na etapa de escolha e selecção das figuras públicas há vários factores que definem o seu valor, indo desde a exposição/projecção que têm na sociedade até ao seu trabalho ou vida pessoal. O valor dos famosos depende, assim, da maneira como gerem a sua imagem e carreira. As figuras públicas devem enquadrar-se nos valores e filosofia da marca e deverão ter uma imagem próxima do core target das marcas. Destaco, ainda, a importância de se saber muito bem qual é o público-alvo do evento para seleccionar de forma correcta as pessoas a convidar. Cada caso é um caso. [Ex: Se quero atingir um target de pessoas de 20 anos, não vou convidar uma actriz com 60 anos, por muito mediática que seja].

Em eventos é fulcral estabelecer uma relação idealmente próxima com as figuras públicas. Cabe-nos a nós tentar fazer com que os VIP’s “sintam a marca”. Acompanhá-los in loco durante todo o evento/festa, inseri-los no espaço fazendo-os sentir ainda mais VIP’s é tarefa de Relações Públicas.

É, no entanto, difícil a gestão da relação entre os jornalistas e as figuras públicas. Aquilo que para o cliente seria óptimo, para nós torna-se quase que impossível. É uma contradição que se sobrepõe a qualquer manifestação de talento ou mérito. É impossível conciliar as duas vertentes alcançando uma excelente performance nas duas em simultâneo. Conseguir figuras públicas privilegiadas da sociedade, ou seja, reconhecidos pelo grande público condiciona-nos, automaticamente, a presença de imprensa pois uma das condições que, muitas vezes, nos colocam é a “não divulgação” da sua presença à priori. Ou seja, muitas vezes sabemos que o tema será, no mínimo, motivo para capa, no entanto, não podemos utilizar esses trunfos. Caso contrário, perdemos contactos que poderão ser preciosos para o futuro, pois uma boa relação com as figuras públicas pode servir-nos como ponte para um excelente desempenho. Sendo o objectivo primordial dos clientes, obter o máximo de retorno nos Media, torna-se evidente que é fundamental gerir da melhor forma estes aspectos. Promover uma relação estreita com as figuras públicas, em prol do cliente, faz toda a diferença. Trata-se de uma questão minuciosa: conciliar um bom desempenho do RP, respeitando eticamente a visibilidade “controlada” dos VIP’s.

* Consultant
Grupo YoungNetwork

VIP: Valor de Imagem para o Produto? (i)

Por Filipa Silva*

Actualmente, as marcas recorrem à presença de figuras públicas para dar visibilidade e valorização às festas e eventos que organizam. É, sobretudo, uma condição para garantirmos a presença da comunicação social, nomeadamente, imprensa social.

As figuras públicas, hoje em dia, não marcam presença em eventos pelo “croquete”, mas sim pelo “prémio”. O cachet, as ofertas, os brindes são, muitas vezes, o que inspiram muitas das figuras públicas a estarem presentes em determinado evento. Tudo se tornou mais rico e rigoroso. Os agentes passaram de dispensáveis a peças imprescindíveis. O contacto directo com as figuras públicas está a perder-se. Idealmente passamos de figuras públicas/VIP’s a Celebridades. No entanto, a condição “cachet” ainda não está devidamente implementada na nossa sociedade. Existem algumas figuras públicas que se assumem naturalmente como “anti-cachet”.

As Relações Públicas têm desempenhado um excelente esforço para integrar este processo na sociedade. Esta actividade não é um negócio, mas antes uma ferramenta de comunicação e de Relações Públicas. Cabe-nos a nós mudar esta mentalidade. Marcar presença em eventos é indispensável para o “sucesso” de qualquer figura pública. Caso contrário fomenta-se um ciclo tendencioso: se não aparecerem, não têm visibilidade, logo, deixam de ser convidados para eventos pois já não fazem parte da agenda mediática. Há uma espécie de permuta, porque ao ter mais visibilidade por aparecer nos eventos, a vida deles pode ter maior abertura profissional. Felizmente, este ciclo desenrola-se a nosso favor (RP). O nosso trabalho acaba por ter mais valor a partir do momento que para conseguirmos presenças de figuras públicas em eventos não precisamos, necessariamente, de recorrer a um RP ou agente.

* Consultant
Grupo YoungNetwork

Momento marcante

André Rabanea analisa no Piar o momento mais marcante da causa monárquica nos últimos 100 anos.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Segredo de um Casamento

O casamento de Jorge Nuno Pinto da Costa com Filomena foi um grande spinning, claríssimo para quem quisesse ver, logo em 2007. Agora acabou em livro, escrito pela mão de um ex-assessor ou ex-amigo ou ex-confidente ou ex-qualquer coisa. Chama-se Segredo de um Casamento.

No que envolve mulheres, Pinto da Costa tem-se mostrado vulnerável e incauto. Confirmar aqui.

Acrescento que este género de autores não me merecem ponta de respeito.

Balsemão sem tempo

Francisco Pinto Balsemão que não perca tempo. Pode ter aqui o seu último golpe de asa para uma Impresa em agonia.

Pelo valor da indemnização e pela forma como saiu, José Eduardo Moniz não tem qualquer contrato de não-concorrência.

Mesmo assim não acredito que Balsemão avance. A Impresa já só lá vai com uma OPA em cima, coisa que em Portugal, ou é combinada de antemão ou não resulta.

Será perverso para o líder histórico se essa OPA for feita a contragosto pelo filho do seu falecido amigo, e companheiro de negócio, Luiz Vasconcellos.

O maior dos desastres

"É fundamental para o meu equilíbrio ter sempre próximo alguma coisa que me mostre que sou uma pessoa média, porque senão podia estar convencido de que era uma grande pessoa e não há desastre maior do que esse."

Vasco Pulido Valente. in Jornal I, 7/8/2009

Leia, vale a pena, a entrevista aqui.

Pedro Nunes

"Foi o maior cientista português". É assim que o investigador Henrique Leitão define o matemático Pedro Nunes. Vale a pena espreitar o artigo do Público sobre as obras de um português que está a ser falado em todo o mundo.

Orgulho luso.