Adoro a TV Globo. Esta semana, no Jô, um grande actor, José Wilker, a falar da sua carreira e na maneira de como «é um acto de amor, passar o que está vivendo nem que seja apenas para um espectador».
Porque o actor é um «esquizofrénico, dividido entre o que é e o personagem que está a criar».
E contava como Cácá Diegues – um bom realizador brasileiro – se assemelhava com o que dizia Federico Fellini: «Improviso, claro que improviso. Mas ensaio bastante».
Mais uma achega à máxima de Karl Rove: «Prever muito, improvisar pouco».
Ou, como se sabe na política, os melhores improvisos são os cuidadosamente preparados.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Jô, Wilker, Fellini e o improviso na política
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12:01:00
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Criar a oportunidade
John Kennedy dizia sempre que o ideograma chinês para crise lançava uma mensagem: sê consciente do perigo, mas reconhece a oportunidade.
Há duas semanas escrevi aqui isto: «o Labour e Gordon Brown em enormes dificuldades, mas com a situação económica a ajudá-lo, a área em que domina».
Hoje, Gordon Brown não está abatido – também não é certo que vá ganhar as próprias eleições – mas tornou-se a principal imagem de um estadista credível e com propostas de referência,
A política é volátil e é, provavelmente, a ciência mais inexacta do universo.
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11:59:00
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quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Visita de Richard Branson a Portugal no youtube
Vídeo da acção organizada pela YoungNetwork para a Virgin Active em Setembro.
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11:18:00
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Blog Action Day 2008 by YoungNetwork
Música de Gustavo Santaolalla - "Wings"
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10:29:00
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terça-feira, 14 de outubro de 2008
"Super-hero in da house"
Os britânicos podem estar orgulhosos - estamos todos - porque estão à guarda do único super-herói. Vamos ver a cambalhota das sondagens na corrida à Downing Street. Cameron não teve culpa. Contra o super-herói não. "Flash Gordon in da house".
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17:09:00
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A mudança de Madaíl
Gilberto Madaíl mudou de visual.
Deixou o cabelo e a barba cuidadosamente pintados, passando para o cabelo branco natural e a quase inexistente barba.
Passa melhor. A imagem de chinês transmite mais esperteza do que segurança e credibilidade.
A de avô simpático é mais defensável. Porém, não é isso que vai deixar de levar as pessoas a dizer que Queirós só há um…o Eça.
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10:27:00
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segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Sarah Palin
Só vou reproduzir o “post-scriptum” do artigo do escritor mexicano, Carlos Fuentes, este domingo no “El Pais”: Sarah Palin, Indira Gandhi, Margaret Thatcher, Golda Meir, Ângela Merkel. Sarah Palin?».
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18:42:00
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O pior de sempre
Na segunda temporada de “Weeds” (Erva), o filho de Mary Louise Parker é obrigado a defender na escola a opção pelo voto popular directo nas eleições presidenciais americanas.
Quando o miúdo se levanta, a sua defesa não podia ser mais sintética, apenas diz: “George W. Bush”.
É o que todo o mundo pensa depois da tragédia do voto na Florida em 2000.
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18:41:00
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domingo, 12 de outubro de 2008
Sem Renova(r)
Paulo Querido utiliza muito bem as imagens para comparar os dois vídeos. Ler aqui sobre o musical dos guardanapos da Renova, aliás da Improv Everywhere.
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12:27:00
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Activos tóxicos
Desculpem se não estou a ser imaginativo com a história da comédia, mas sou um novato face aos banqueiros de Wall Street, o que me obriga a tentar, neste difícil momento, com uma manobra evasiva, dispersar a atenção.
Amanhã, cabisbaixo, utilizarei a minha melhor retórica para explicar o inexplicável. Tentar convencer os accionistas que com quatro vezes mais pessoas, e com seis vezes mais clientes, estou a distar seis ou oito posições do primeiro lugar.
Em passos langorosos entrarei na reunião extraordinária à espera de discursos lancinantes da outra parte. Espero todos os cenários: voto de confiança com reforço dos prémios, demissão com choruda indemnização ou venda dos activos tóxicos ao Estado.
A acompanhar.
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11:31:00
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Não é fácil ser relevante este fds
Num fim-de-semana marcado pelo plágio (aqui e ali) da Renova não é fácil ser relevante no nosso sector com outro tema. Temos de ser imaginativos e a comédia é sempre trunfo que podemos lançar para a mesa.
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11:19:00
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Saiu bem
No Expresso a peça sobre a LPM em Angola. Não falhámos na previsão.
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quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Há um fantasma entre nós
Agora que já cá estamos todos, uma supresa.
Nada contra os ghost writers. É comum nos livros "escritos" por caras populares lá fora. Em Portugal ainda não se faz muito, o mercado está por explorar. O ghost writer, o escritor fantasma, recolhe a informação, redige a obra e passa a outro, ao pseudo-autor, que a assina. E esconde-se para garantir que nunca se deixará descobrir, o que é acautelado por a selagem de um contrato, quando bem feito.
Nos blogs também pode acontecer. Há profissionais nas agências e fora delas que o podem fazer, mas obriga a cuidados não vá o embuste ser descoberto.
E se o descuido for de um director incauto? Um director de agência incauto? Do fundo da Comunicação está em condições de adiantar que o director de uma agência de comunicação portuguesa não escreve os seus textos no seu blog, utilizando não um mas vários escritores fantasmas para postar sob a sua assinatura.
A leitura atenta do blog, o ritmo da publicação dos posts, e um inside de um dos ghosts garantem-nos.
Trauteio, com o ruído de fundo da televisão:
"If there's something strange
in your neighborhood
Who ya gonna call?
GHOSTBUSTERS
...
I ain't afraid of no ghosts"
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22:24:00
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