sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Jô, Wilker, Fellini e o improviso na política

Adoro a TV Globo. Esta semana, no Jô, um grande actor, José Wilker, a falar da sua carreira e na maneira de como «é um acto de amor, passar o que está vivendo nem que seja apenas para um espectador».
Porque o actor é um «esquizofrénico, dividido entre o que é e o personagem que está a criar».
E contava como Cácá Diegues – um bom realizador brasileiro – se assemelhava com o que dizia Federico Fellini: «Improviso, claro que improviso. Mas ensaio bastante».
Mais uma achega à máxima de Karl Rove: «Prever muito, improvisar pouco».
Ou, como se sabe na política, os melhores improvisos são os cuidadosamente preparados.

Criar a oportunidade

John Kennedy dizia sempre que o ideograma chinês para crise lançava uma mensagem: sê consciente do perigo, mas reconhece a oportunidade.
Há duas semanas escrevi aqui isto: «o Labour e Gordon Brown em enormes dificuldades, mas com a situação económica a ajudá-lo, a área em que domina».
Hoje, Gordon Brown não está abatido – também não é certo que vá ganhar as próprias eleições – mas tornou-se a principal imagem de um estadista credível e com propostas de referência,
A política é volátil e é, provavelmente, a ciência mais inexacta do universo.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Visita de Richard Branson a Portugal no youtube

Vídeo da acção organizada pela YoungNetwork para a Virgin Active em Setembro.

Blog Action Day 2008 by YoungNetwork


Música de Gustavo Santaolalla -
"Wings"

terça-feira, 14 de outubro de 2008

"Super-hero in da house"

Os britânicos podem estar orgulhosos - estamos todos - porque estão à guarda do único super-herói. Vamos ver a cambalhota das sondagens na corrida à Downing Street. Cameron não teve culpa. Contra o super-herói não. "Flash Gordon in da house".

A mudança de Madaíl

Gilberto Madaíl mudou de visual.
Deixou o cabelo e a barba cuidadosamente pintados, passando para o cabelo branco natural e a quase inexistente barba.
Passa melhor. A imagem de chinês transmite mais esperteza do que segurança e credibilidade.
A de avô simpático é mais defensável. Porém, não é isso que vai deixar de levar as pessoas a dizer que Queirós só há um…o Eça.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Sarah Palin

Só vou reproduzir o “post-scriptum” do artigo do escritor mexicano, Carlos Fuentes, este domingo no “El Pais”: Sarah Palin, Indira Gandhi, Margaret Thatcher, Golda Meir, Ângela Merkel. Sarah Palin?».

O pior de sempre

Na segunda temporada de “Weeds” (Erva), o filho de Mary Louise Parker é obrigado a defender na escola a opção pelo voto popular directo nas eleições presidenciais americanas.
Quando o miúdo se levanta, a sua defesa não podia ser mais sintética, apenas diz: “George W. Bush”.
É o que todo o mundo pensa depois da tragédia do voto na Florida em 2000.

domingo, 12 de outubro de 2008

Sem Renova(r)

Paulo Querido utiliza muito bem as imagens para comparar os dois vídeos. Ler aqui sobre o musical dos guardanapos da Renova, aliás da Improv Everywhere.

Activos tóxicos

Desculpem se não estou a ser imaginativo com a história da comédia, mas sou um novato face aos banqueiros de Wall Street, o que me obriga a tentar, neste difícil momento, com uma manobra evasiva, dispersar a atenção.

Amanhã, cabisbaixo, utilizarei a minha melhor retórica para explicar o inexplicável. Tentar convencer os accionistas que com quatro vezes mais pessoas, e com seis vezes mais clientes, estou a distar seis ou oito posições do primeiro lugar.

Em passos langorosos entrarei na reunião extraordinária à espera de discursos lancinantes da outra parte. Espero todos os cenários: voto de confiança com reforço dos prémios, demissão com choruda indemnização ou venda dos activos tóxicos ao Estado.

A acompanhar.

Não é fácil ser relevante este fds

Num fim-de-semana marcado pelo plágio (aqui e ali) da Renova não é fácil ser relevante no nosso sector com outro tema. Temos de ser imaginativos e a comédia é sempre trunfo que podemos lançar para a mesa.

Saiu bem

No Expresso a peça sobre a LPM em Angola. Não falhámos na previsão.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Há um fantasma entre nós

Agora que já cá estamos todos, uma supresa.

Nada contra os ghost writers. É comum nos livros "escritos" por caras populares lá fora. Em Portugal ainda não se faz muito, o mercado está por explorar. O ghost writer, o escritor fantasma, recolhe a informação, redige a obra e passa a outro, ao pseudo-autor, que a assina. E esconde-se para garantir que nunca se deixará descobrir, o que é acautelado por a selagem de um contrato, quando bem feito.

Nos blogs também pode acontecer. Há profissionais nas agências e fora delas que o podem fazer, mas obriga a cuidados não vá o embuste ser descoberto.

E se o descuido for de um director incauto? Um director de agência incauto? Do fundo da Comunicação está em condições de adiantar que o director de uma agência de comunicação portuguesa não escreve os seus textos no seu blog, utilizando não um mas vários escritores fantasmas para postar sob a sua assinatura.

A leitura atenta do blog, o ritmo da publicação dos posts, e um inside de um dos ghosts garantem-nos.

Trauteio, com o ruído de fundo da televisão:

"If there's something strange
in your neighborhood
Who ya gonna call?
GHOSTBUSTERS

...

I ain't afraid of no ghosts"