quinta-feira, 13 de agosto de 2009

VIP: Valor de Imagem para o Produto? (i)

Por Filipa Silva*

Actualmente, as marcas recorrem à presença de figuras públicas para dar visibilidade e valorização às festas e eventos que organizam. É, sobretudo, uma condição para garantirmos a presença da comunicação social, nomeadamente, imprensa social.

As figuras públicas, hoje em dia, não marcam presença em eventos pelo “croquete”, mas sim pelo “prémio”. O cachet, as ofertas, os brindes são, muitas vezes, o que inspiram muitas das figuras públicas a estarem presentes em determinado evento. Tudo se tornou mais rico e rigoroso. Os agentes passaram de dispensáveis a peças imprescindíveis. O contacto directo com as figuras públicas está a perder-se. Idealmente passamos de figuras públicas/VIP’s a Celebridades. No entanto, a condição “cachet” ainda não está devidamente implementada na nossa sociedade. Existem algumas figuras públicas que se assumem naturalmente como “anti-cachet”.

As Relações Públicas têm desempenhado um excelente esforço para integrar este processo na sociedade. Esta actividade não é um negócio, mas antes uma ferramenta de comunicação e de Relações Públicas. Cabe-nos a nós mudar esta mentalidade. Marcar presença em eventos é indispensável para o “sucesso” de qualquer figura pública. Caso contrário fomenta-se um ciclo tendencioso: se não aparecerem, não têm visibilidade, logo, deixam de ser convidados para eventos pois já não fazem parte da agenda mediática. Há uma espécie de permuta, porque ao ter mais visibilidade por aparecer nos eventos, a vida deles pode ter maior abertura profissional. Felizmente, este ciclo desenrola-se a nosso favor (RP). O nosso trabalho acaba por ter mais valor a partir do momento que para conseguirmos presenças de figuras públicas em eventos não precisamos, necessariamente, de recorrer a um RP ou agente.

* Consultant
Grupo YoungNetwork

Momento marcante

André Rabanea analisa no Piar o momento mais marcante da causa monárquica nos últimos 100 anos.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Segredo de um Casamento

O casamento de Jorge Nuno Pinto da Costa com Filomena foi um grande spinning, claríssimo para quem quisesse ver, logo em 2007. Agora acabou em livro, escrito pela mão de um ex-assessor ou ex-amigo ou ex-confidente ou ex-qualquer coisa. Chama-se Segredo de um Casamento.

No que envolve mulheres, Pinto da Costa tem-se mostrado vulnerável e incauto. Confirmar aqui.

Acrescento que este género de autores não me merecem ponta de respeito.

Balsemão sem tempo

Francisco Pinto Balsemão que não perca tempo. Pode ter aqui o seu último golpe de asa para uma Impresa em agonia.

Pelo valor da indemnização e pela forma como saiu, José Eduardo Moniz não tem qualquer contrato de não-concorrência.

Mesmo assim não acredito que Balsemão avance. A Impresa já só lá vai com uma OPA em cima, coisa que em Portugal, ou é combinada de antemão ou não resulta.

Será perverso para o líder histórico se essa OPA for feita a contragosto pelo filho do seu falecido amigo, e companheiro de negócio, Luiz Vasconcellos.

O maior dos desastres

"É fundamental para o meu equilíbrio ter sempre próximo alguma coisa que me mostre que sou uma pessoa média, porque senão podia estar convencido de que era uma grande pessoa e não há desastre maior do que esse."

Vasco Pulido Valente. in Jornal I, 7/8/2009

Leia, vale a pena, a entrevista aqui.

Pedro Nunes

"Foi o maior cientista português". É assim que o investigador Henrique Leitão define o matemático Pedro Nunes. Vale a pena espreitar o artigo do Público sobre as obras de um português que está a ser falado em todo o mundo.

Orgulho luso.

Henrique Raposo: 100% de acordo

Estou 100% de acordo com este texto de Henrique Raposo. A ausência de Estado de Direito torpedeia a nossa democracia e a nossa economia. À escala micro-económica causa muitos problemas a grupos como o nosso.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Excluídos do PSD têm para dois anos

Quem ficou fora das listas só precisa de se recolocar na grelha. Ganhe PS, ou PSD, em 2011 teremos eleições legislativas.

Marcas, conceitos e públicos

Por Sónia Fernandes*

Se é verdade que a premissa base de uma empresa reside na venda de produtos ou serviços também é verdade que a percepção que temos de cada um deles atinge limiares distintos, não apenas pelas diferenças de qualidade ou de preço, mas pela forma como são divulgados. E aqui a Comunicação de Produto ou o ‘Marketing Communication’ (como prefiro), tem um papel fundamental. Eu acredito e comprovo diariamente. Não chega ‘vendermos’ o produto. O consumidor quer mais, muito mais. Status, sensações, estilos de vida... As necessidades do consumidor não se situam apenas nas características ou no design, mas no conceito que lhes é transmitido, nos momentos que poderá usufruir ou nas experiências que poderá vivenciar.

Não nos podemos limitar à mera descrição de um produto ou das vantagens de um serviço. É preciso acrescentar-lhe emoção, sentimentos, um toque de criatividade, originalidade, superar o que já existe no mercado e, acima de tudo, conhecer quem está ‘por detrás do pano’ – Media, jornalistas, líderes de opinião e público-alvo. Este é o segredo para veicular e consolidar o capital de confiança das marcas.

No ‘palco’ de um simples Press Release ou de uma Newsletter, de um Evento, uma acção de Product Placement (entre tantas outras possibilidades), o ‘Marketing Communication’ deverá ser encarado como a ‘estrela’ e o pilar da estratégia de uma empresa. Afinal, a Comunicação de cariz Corporate/Financeira (positiva) só existe factualmente se a primeira estiver sã e activa.

*Senior Consultant
Grupo YoungNetwork

Sim, sou o único

Um post de Jorge Fiel, na Lavandaria, sobre o bar nova-iorquino McSorley’s Old Ale House para nos relembrar a importância de ser único, distinguível e, por consequência, remarkable. Ler enquanto a roupa seca.

Doutores do Spin

PSD mete mais uma bala no pé. Direcção consegue o spinning de por todos a falar das listas, na vez do seu programa.

Fácil

Comunicar nunca foi tão fácil. Pedro Jerónimo explica, no Jornalices, como tem utilizado o Twitter. Ler aqui.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

E hoje, temos crise?

Por Andreia Garcia*

A comunicação em saúde tornou-se num palco público de atribuição de responsabilidades, numa oportunidade de apurar as medidas necessárias para fazer a diferença, numa identificação das lacunas existentes, numa pressão para que politicamente sejam criadas novas estruturas e diferentes estratégias.

Quando mais nenhum sector pode dar resposta, a saúde surge sempre como a salvadora, a esperança de mudar, ou a possibilidade de brilhar, quer através de notícias que dão conta de um novo avanço científico, de uma possível cura para uma doença, quer através da divulgação de medidas revolucionárias que prometem melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Surgem novas questões na esfera pública, como a comparticipação de novos tratamentos, o pedido de mais fundos, o alerta para novas doenças, a retirada de medicamentos do mercado, a crítica aos serviços de saúde... Uma panóplia tão grande de temas que por vezes, confesso, é impossível perceber se estamos no caminho certo ou errado.

É inegável, pois, que vivemos numa sociedade em que o conhecimento é sobretudo mediatizado pelos meios de comunicação social e a nossa dependência deles é tão grande que me atrevo a comentar que sem eles não teríamos a mesma percepção do mundo.

Não são certamente os únicos “culpados” pela visão negativa que temos da saúde no nosso país, ou não existissem múltiplos actores a intervir simultaneamente neste sector, mas contribuem de forma decisiva. Escondem um gosto particular pelas situações de crise, pelos episódios melodramáticos, pelos elementos de surpresa e imprevisíveis, um jeito particular para os transformar rapidamente em notícia do dia, acontecimento da semana. E não será esse o papel dos meios de comunicação social?

A incerteza é uma constante na comunicação em saúde, assim como no sector. Hoje surgem novos medicamentos que amanhã são retirados do mercado, inauguram-se hospitais privados e amanhã fecham-se unidades de saúde públicas, hoje temos o tratamento líder do mercado e amanhã novos concorrentes, hoje as vendas estavam em alta sem esforço e amanhã não vendemos nada, sem explicação.

Por isso, quando se pergunta “E hoje, temos crise?” A resposta é evidente: “Hoje talvez não, mas amanhã certamente”.

*Healthcare Coordinator
Grupo YoungNetwork