Estamos habituados a ler jornais online de graça. Que conteúdo pagaremos online no futuro? A Apple está a fazer dinheiro com as aplicações do iphone. Será que só pagaremos por serviços duradouros?
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segunda-feira, 18 de maio de 2009
Habituados à borla
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White paper sobre Facebook
About Face, um white paper sobre o Facebook. Pode lê-lo aqui.
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quinta-feira, 14 de maio de 2009
Nem voz, nem estilo *
Frank Sinatra costumava dizer «eu não tenho voz, tenho estilo».
No que toca às redes sociais os nossos partidos não têm voz nem estilo.
Houve tempos em que anunciar algo no “you tube” dava “soundbyte”, logo todos os partidos e protagonistas políticos começaram a jogar por aí, para ter umas linhas na imprensa.
Com a vitória de Obama, com o disparo da blogosfera e com o primado do Twitter não há campanha que se preze que não tenha redes sociais. Basta espreitar os primeiros sítios de candidatos e respectivos blogs de campanha para se perceber isso.
Todos querem redes sociais porque têm medo de serem chamados de Flinstones, aqueles que viviam na Pré-História.
PS e PSD também querem andar lá. Mas não por uma questão de aposta clara, apenas para no marketing político darem um toque de proximidade.
Portugal, não só Lisboa, ainda não atingiu um grau de desenvolvimento e de relacionamento com as redes sociais que nos permita assistir a uma campanha à Obama. Por isso, aguardo os resultados da equipa do actual inquilino da Casa Branca que o PS acabou de contratar.
Mas por se falar tanto no actual Presidente dos EUA, prefiro falar de dois casos da campanha on-line de John McCain. Uma, decidiram apresentar no sítio oficial do GOP um relógio, com a cara de Joe Biden, e que marcava o tempo até ao próximo disparate de um homem habituado a “gaffes”. Outra, todos conhecem para os americanos a importância do “SuperBowl”, pois sempre que no google se clicava o mesmo, aparecia a página de John McCain em primeiro lugar. Isto é saber jogar com todas as potencialidades da net.
Deixo a nota que, nas redes sociais, o melhor ainda está do lado da sociedade civil. Mas não é assim também na política?
*a publicar amanhã no OJE
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quarta-feira, 13 de maio de 2009
"Blogável"
Bom este artigo escrito pelo FV, no Buzzófias, sobre conteúdos "blogáveis". A ler.
PS: Apesar da letargia em que vivem hoje a maioria dos blogs portugueses que falam sobre comunicação, ainda vamos encontrando alguns (infelizmente poucos) textos que valem a pena ler. Citarei aqui mais vezes os de maior interesse para que seja um incentivo adicional. Até porque a letargia é um fenómeno de falta de continuidade, não de qualidade, que acredito que existe.
PPS: Uma nota final (também ela redundante): Aquilo que você se compromete a fazer, faça-o bem e do princípio ao fim. Escrever num blog requer investimento de tempo e continuidade.
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Facilidades da crise
No blog da Guess What PR, o Renato relembra a relação inversa entre espessura da revista/número de anúncios e top-of-mind. Ou seja, mais anúncios, menor a capacidade de passar a mensagem de cada um. Daqui resulta que é mais fácil (e mais barato) gerir o top-of-mind dos públicos em crise porque o ruído é menor.
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Redundante (ii)
No Fractura.net, mais opinião sobre o tema.
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terça-feira, 12 de maio de 2009
Jovens Consultores de Elevado Potencial no Marginante - Versão Integral da Entrevista
Entrevista que dei a Ricardo Belo Morais, do programa Marginante na Rádio Europa Lisboa, na passada sexta-feira. Versão integral da entrevista aqui.
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Persuasão do clássico
Pode não ter sido dito exactamente desta forma, mas a definição de persuasão de Aristóteles não andará longe desta.
Há cerca de 2.300 anos, o filósofo grego teorizou sobre a comunicação de sucesso. Já na época considerava a oratória ser estimulante ou eloquente apenas um meio para atingir o fim. O único objectivo de um discurso persuasivo é levar o público do ponto A para o ponto B.
Segundo Aristóteles, os oradores persuasivos utilizam as seguintes qualidades:
1. Ethos: carácter e reputação. Para a mensagem ser credível é preciso credibilidade na fonte.
2. Pathos: apelo à emoção. O público é persuadido quando se mexe com as suas emoções.
3. Logos: lógica. O uso de pequenas histórias, citações e dados factuais ajudam a convencer o público a mudar de A para B.
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Redundante
Nos Media, tradicionais e sociais, escreve-se e diz-se repetidamente as mesmas opiniões sobre muitos assuntos. Centenas ou milhares de pessoas diferentes a narrarem iguais pontos de vista e a esmiuçarem iguais argumentos.
Evite fazê-lo.
Ser redundante não acrescenta valor. Ninguém se lembrará de si por repetir ideias já lidas ou ouvidas inúmeras vezes.
Sabendo que mesmo tentando, nem sempre se consegue, veja com outros olhos a agenda ou então fuja dela. Se não conseguir, fique em silêncio e concentre-se no próximo tema.
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segunda-feira, 11 de maio de 2009
O mundo é meu *
Estamos em 2015, e o mundo não acabou. Mas não acabou mesmo. Pelo menos da forma em como vivíamos até ao oitavo ano do terceiro milénio. Videntes de então garantiram que tudo estava em causa e que daí para a frente seria marcha à ré no bem-estar das populações com mais saúde e mais bem alimentadas da história da humanidade, leia-se civilizações ocidentais. Até ilustres economistas voltaram a falhar quando previram que essa, a crise de 2008 a 2010, era uma descida diferente, tão violenta que até comparada à Grande Depressão foi. Onde tudo iria faltar e nada nos iria sobrar. E o modelo, o capitalista? Em causa. A esquerda profunda viu aí a ténue esperança de ressuscitar o que caiu com o fim do Muro. Mas os sovietes não voltaram.
Logo, logo, foram chamados à acção Governos de todo o mundo. G20, reuniões de Primeiros europeus, Obama e companhia saltaram para o banco da frente e pegaram no suposto leme. Injectaram “massa” e mais “massa” na economia. Subsídios? Para todos. Obras públicas? Muitas. Quem paga? Olhem, mais tarde quando outros cá estiverem se verá. Pena que o contribuinte esteja sempre cá. E se não tiver, estão os filhos. O esforço, que estamos hoje, em Maio de 2015, a fazer para pagar os exageros de há seis anos é grande. Foi um condensar de asneiras.
A crise de então era muito mais conjuntural do que estrutural, era um ciclo negativo sem margem para dúvida, mais profundo do que os anteriores, mas era o sopé da próxima montanha, que voltaríamos a subir.
Felizmente, hoje, o mundo está diferente. Está melhor (exceptuando ainda estarmos a pagar para a conta da crise do início da década).
Uma mudança radical na forma de viver que registámos pela força do passado recente. E que nos tornou, enquanto civilização, e Portugal foi muito bafejado por estes novos ventos, mais aptos.
Ao contrário do que então fazíamos, deixámos de premiar os cinzentos. O controlo saiu das mãos dos financeiros e dos operacionais. Não foram eles que venceram a crise e nos recolocaram no carril da evolução. Foram os visionários, os inovadores, os empreendedores, os comunicadores, os que buscaram em Gates, Jobs, Bezos (obrigado pelo Kindle, Jeff), Page e Welch a inspiração.
Acabámos com o espírito pequenino. Largámos o certinho, o rapaz atilado, que introduziu um milhão de dados no sistema, mas que nunca perguntou porquê nem para que servia. Demos espaço aos mais livres, aos das ideias – organizadas – e com força para implementar e andar para a frente.
A vida não é feita apenas de pequenos momentos, da soma de pormenores. Ela é feita de grandes momentos. E é preciso ter a audácia de trabalhar para esses grandes momentos. Foi preciso espicaçar as novas gerações, tirando-as da zona de conforto. Elas sentiram que o futuro era delas, e que seriam elas a levar-nos até onde hoje estamos. Perceberam que queriam tentar as grandes vitórias, e estariam preparadas para algumas grandes derrotas, se necessário. Inspiraram-se e empenharam-se. O Governo nada podia fazer por elas. Mas, as próprias podiam. Tanto assim é, que conseguiram. Aliás, conseguimos. Todos. Por efeito catalisador, todos foram atingidos e mudaram.
E estamos surpreendidos e satisfeitos. Há em nós qualquer coisa de Tony Montana: “The World is mine”.
João Duarte
CEO, Grupo YoungNetwork
* Artigo publicado este sábado, 9 de Maio, no Semanário Económico, na coluna O Mundo em 2015. Link do artigo aqui.
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O azar das “Presidentes”
Dilma Roussef era a escolhida por Lula para lhe suceder no Planalto. Começaram-lhe uma nova construção de imagem, mas o azar bateu à porta.
Dilma tem um linfoma e vai ter de ser submetida a quimioterapia. É a segunda mulher falada para Presidente que é vítima de cancro. Na última eleição falou-se da possibilidade de Roseanna Sarney, então governadora do Maranhão, avançar. Até que também lhe foi diagnosticada a mesma doença.
Parece que há uma maldição para as mulheres brasileiras, hipóteses para o Planalto.
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sexta-feira, 8 de maio de 2009
i, Número 1
Acabei há pouco de ler o "i". Considerações sobre a primeira edição do jornal:
- Má capa: tema mal escolhido e grafismo pobre
- Lá dentro, gosto do estilo de escrita, a marcar a diferença face ao que existe. Jornalismo mais opinioso, e com mais humor. A tentar recuperar alguma coisa dos tempos d'O Independente, embora sem a acutilância desse para já
- Alguns textos muito bem escritos. À cabeça deles: A astrologia segundo o oráculo de Abrams, Alexandre Borges
- Algumas boas histórias novas ("cachas"): BPP, contentores, Imigrantes. Há um claro esforço por ter informação própria, fora da agenda, e por dar um olhar diferente à informação que não é nova
- Melhor história: Lisboetas vencem guerra dos contentores em Alcântara ("A carga toda metida nos contentores" é expressão colocada a martelo no texto)
- O jornal está bem arrumado, lê-se bem e rapidamente, aproximando-o mais do estilo de leitura da Web (o que pode ser uma desvantagem se quiserem roubar leitores a outros jornais instalados)
- Por vezes, artigos muito superficiais
- Modelo gráfico ok
Veredicto: Continuar a comprar.
PS: Análise de site para mais tarde.
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YoungNetwork nomeada para agência de comunicação do ano (Meios & Publicidade)
A YoungNetwork foi nomeada para agência de comunicação do ano, pelos prémios Meios & Publicidade. Apesar da subjectividade que este tipo de prémios sempre tem, a nomeação é o reconhecimento do trabalho dos Nossos e mais um factor motivador para continuarmos o caminho.
Obrigado à Meios & Publicidade pela nomeação. Penso que é justa, pelo percurso que os Nossos fizeram ao longo destes oito anos e meio.
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