sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Natal 08 (i)

Aqui ficam as fotos da divertida festa de Natal. Assinadas pela Raquel.

Dress Code: Vermelho, como se repara facilmente.





terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Espírito natalício

Um director passeia-se pela empresa para a ver a carburar e apanha os consultores a jogar ténis na Wii. Um cliente nosso está a promover um pack Wii+projector e enquanto se testa e não testa nos meios, vai-se jogando por aqui. Conclusão: juntei-me a eles.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Tendências das R.P. para 2009 versão 1.1

Como disclaimer inicial: é mais fácil comentar por cima.

O João Villalobos definiu no Imagens de Marca as tendências para 2009.

Concordo no essencial. E acrescento o meu contributo.

- Reputação, focalização nos objectivos, rentabilidade dos consultores e parcerias extravasam o ano de 2009, são estruturais.

- Prevenção e gestão de crise sim, mas não só. Aproveitar as oportunidades de crise. Da nossa e da dos outros. Leitura rápida e fácil do Marketing de Crise, de Martins Lampreia. Basta últimas 80/90 páginas.

- Trocava "consultoria, não assessoria" por consultoria, com assessoria.

- Na Web 2.0 é investir para colher mais tarde. A importância é crescente, a base muito pequena. Algum know-how do lado das consultoras, cliente ainda pouco receptivo. Será ano de envagelização. Próximos doze meses é para estar no vermelho aqui.

- Angola com muito potencial, mas risco e investimentos elevados. Negócio das RP com unidade de conta baixa, o que dificulta a entrada. Fazer a soma aos custos de escritório e de ter pessoas deslocadas lá (casa, segurança, motorista, etc.). Sem clientes âncora negociados antes de abrir a porta e/ou sem alguma parceria muito forte não vai entrar ninguém. Será preciso esperar pelo já certo aumento da oferta imobiliária para equilibrar com a procura e pela descida dos custos contextuais.

- Quem se tenha preparado com tempo, terá bom ano na comunicação política.

- Sustentabilidade e responsabilidade social serão afectadas pelo mau ano económico, mas continuarão a ser uma tendência forte da gestão de reputação.

Postalito de Bernie


O postalito de Boas Festas de Bernie Ecclestone (este da foto é falso) reaviva o escândalo sexual de Max Mosley, presidente da FIA, em Março último. O cartão exibe a jovem promessa do mundo porno, Max Mosley, o próprio, a chicotear o membro de uma das equipas. "O habitual castigo da equipa", lê-se no cartão.

Sentido de humor aqui.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

A minha Qimonda

Ferreira Fernandes comenta a minha crise.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Sugestões de Natal

Gostava de deixar algumas sugestões de compras para estas semanas. Deixo coisas que já conheço, li ou vi, mas que são lançamentos recentes, com excepção dos blogs.

Livros: Júlio César, de Adrian Goldsworthy; Colapso, Jared Diamond; e para algo mais de lazer o segundo título da saga Millenium, de Stig Larsson.

DVD`s: Deserto vermelho, de Michelangelo Antonioni; No Vale de Elah, do Paul Haggis (o melhor filme americano do ano passado e para se perceber porque é que na conjuntura do Iraque nunca poderia ganhar Óscares); Luzes de Sexta feira (na Fox está como sextas sob pressão – que grande série); recomendo a caixa com as 3 temporadas da moderna Battlestar Galáctica (melhor série de ficção científica de sempre com diálogos geniais e até campanhas políticas).

Blogs: DoFundoDaComunicação, Lugares Comuns do LPM, Piar, Buzzofias e Food for Thought na comunicação. Dos outros só há dois que acompanho regularmente: o Corta-Fitas e o do Paulo Gorjão.

Bom Natal e Fantástico 2009 para todos os leitores.

Uma boa notícia

Um dos meus colegas jovens lobos do Semanário, não teve a referência correcta que a nossa amizade merece, apenas porque ainda não sabia.
O Francisco Almeida Leite é o novo editor adjunto de política do Diário de Notícias. Um bom jornalista e bom blogger no Corta-Fitas e com grande sentido estético nas fotografias que ali coloca. Um abraço e desejo de grande trabalho.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

EAS 2008 – Douglas Pinkham – Pres. Public Affairs Coucil (5)

Foi o único a falar com papéis e sem qualquer suporte gráfico de apoio. Ficou de mandar a apresentação, para quem desse cartões, por e-mail. Já me mandou, por isso, se algum leitor quiser eu poderei reencaminhar esta intervenção.
A maioria dos americanos tem a percepção que os lobbistas «pagam aos políticos». Os americanos continuam a «entender que não é necessário o Governo, ao contrário dos europeus».
Disse uma das frases mais engraçadas sobre o posicionamento dos consultores: tem que se estar «at the table», se não estás, provavelmente, estás «in the menu».
E chamava a atenção para um pormenor muito importante. A maior parte dos CEO`s americanos (entrando também no “Grassroots activism”) faz lobby ou está em “boards” de associações.
E este número é que é assustador: 300 milhões de e-mails e cartões foram recebidos pelos congressistas e senadores. No nosso Parlamento, ainda muitos deputados nem sabem mexer no e-mail, e muitos deles nunca responderam a nenhum eleitor.
São muitas diferenças.

EAS 2008 – Chris Cooper, Partner, MHSC Partners (4)

Este “key note speaker” substituiu um dos que estava no programa inicial e que mais interesse tinha em ver que era o director de Public Affairs da Daimler.
Começou com um humor idiota e passados 15 minutos, numa intervenção falhada, mais de um terço da sala começou a sair (só me lembro de uma coisa assim nos congressos partidários quando abandonam o palco as principais figuras), entre os quais, eu.
Como a seguir se seguiam 90 minutos de jovens a falar do futuro da Europa, aproveitei para ir ver o museu do Tintin e dos criadores de banda desenhada, nomeadamente a última mesa de trabalho do Edgar P. Jacobs, criador de Blake e Mortimer, que adoro. Um museu simples, mas muito engraçado que recomendo aos amantes da BD, pois tem lá tudo.
É um ponto de atracção numa cidade que, para lá da Grand Place, sempre achei horrível e sem alma.

EAS 2008 – Jere Sullivan, Edelman Bruxelas (3)

Outra expressão ainda pouco utilizada por cá: Grassroots campaigning. Tem a ver com lobby e sobretudo com esta interrogação:
«How can i engage people?».
Pela sua experiência europeia, o que o conferencista explicava era que na «Europa, depois de elegerem os seus representantes, as pessoas deixam de fazer lobby. Nos EUA há lobby sempre, aliás, por lá existe a máxima: «if you need something, write to your congressman».
Mostrou com diversos exemplos a crescente ligação dos grupos por «issues» e não por grupos geográficos. A identificação temática de «a person like yourself».
Daí a importância do – tal - «microtargeting».
Na parte final, questionei-o como explicava que um dos gurus das «microtendências», Mark Penn, estratega de Hillary Clinton, não tenha detectado melhor do que a candidatura de Obama os caminhos a trilhar. A resposta foi que o Mark Penn tinha feito um magnífico trabalho.
Repliquei: até pode ter sido feito um bom trabalho, mas não foi magnífico…PERDEU.
Mas foi uma das melhores apresentações com bastantes exemplos práticos.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Aplausos para o fisco mutante


Portugal não se sai bem nos rankings internacionais da competitividade. Um dos dedos aponta consecutivamente, ano após ano, aos custos de contexto.

Os custos de contexto incluem a Justiça que não funciona, a Administração Pública que demora 17 anos a aprovar processos - os 17 anos são reais, de um cliente nosso, que é o exemplo utilizado por todos, para se ter chegado à solução dos PIN -, a imprevisibilidade das regras, etc..

O problema das leis mutantes é que minam a confiança dos agentes económicos. Um gestor começa o ano e toma decisões financeiras, económicas, operacionais e fiscais com base no meio ambiente que o envolve, do qual fazem parte as regras do jogo. Inenarrável que o árbitro altere o jogo a um minuto do seu final.

Atente-se nesta aberração, que corrompe a previsibilidade que ajuda na tomada de decisão. No nosso caso isto significa alguns milhares de euros de impostos a mais este ano.

Para não achincalhar, embora apeteça, recorro a uma figura de estilo.

É com agrado que recebo esta medida de apoio às empresas para minimizar os efeitos da crise.

Porque não incidir a nova taxa com retroactivos a cinco anos? Era maior a colecta para o Tesouro.


PS: Alô! Há para aí algum sindicato que represente as empresas!?

EAS 2008 – Christie Findlay Campaigns & Elections) (2)

Basicamente foi uma análise da campanha eleitoral americana.
O factor a salientar é que Obama reconheceu cada uma das tribos, compreendeu-as e trabalhou para cada uma delas. Obama «member of the global tribe».
E explicou as 3 vertentes da sua campanha:

On Line Tribes/ Branding/ Microtargeting.

Aliás, «microtargeting» provavelmente foi a expressão mais dita durante dois dias, o que me leva a antever que não faltarão nos próximos tempos uns paladinos do «microtargeting».
Nomeadamente, aqueles que gostam muitas vezes de falar em Relações Públicas e Comunicação e nunca trabalharam em lado nenhum.
Sobre os republicanos apreendo as suas duas melhores manobras, segundo a “key note speaker”: um relógio, o «Joe Biden gaffe clock» (que por acaso foi comentado por cá) e a melhor: qualquer pessoa que metesse a palavra “Superbowl” (e acho que todos sabem o que significa por lá a final do campeonato de futebol americano) aparecia um "emplastro" chamado John McCain.

European Agenda Summit (EAS) 2008 – o início (1)

Foi a Rita Branco que recebeu da organização o convite para saber se a YoungNetwork estava interessada em ir assistir ao evento que juntava uma série de profissionais europeus e americanos de comunicação – mas com preponderância para o lobbying.

Depois, por decisão do JD, fui dois dias para Bruxelas. Não vi nenhum representante português de outras agências e até, agora, posso recomendar esta série de conferências a outros colegas profissionais para o futuro.

Nos posts que se seguem, deixo algumas das notas que tirei, vou meter algumas expressões em inglês e é uma partilha de algumas coisas que eu acho relevantes para o sector, espero que sirvam a todos e também para alguns estudantes que nos acompanham.