Para quem julgava, pelo título, que ia falar do agitado mercado do futebol, nomeadamente da eventual ida de Simão ou Miccoli para o Porto engana-se.
As transferências mais excitantes estão na televisão. Hoje, Patrícia Tavares troca SIC pela TVI por modestos 16 mil euros mensais. Ela que é muito melhor actriz do que as duas bombas juntas que Nuno Santos foi buscar: Cláudia Vieira (20 mil) e Diana Chaves, que será confirmada depois de terminar a novela onde participa no canal de Moniz.
Tal como os homens devoram os desportivos para saber dos últimos craques, agora as mulheres já têm um mercado com que se entreter (apesar de muitos homens também gostarem de saber para onde vão as ex-Morangos com Açúcar).
Os salários é que devem chocar um bocadinho os portugueses que estão com a corda na garganta com as dívidas acumuladas. Acho eu…
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Mercado de transferências
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terça-feira, 22 de julho de 2008
Agente Gordon deixa provas por Lisboa
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O nosso Oceanário na Baía
O governador da Baía, Jaques Wagner veio a Lisboa conhecer o Oceanário.
O político do PT que, surpreendentemente, derrotou o PFL (hoje DEM) controlado por António Carlos Magalhães e família, naquele Estado, decidiu construir também um Oceanário para alavancar receitas de turismo.
Segundo a “Veja” ele está a estudar a contratação de técnicos portugueses para comandar a obra. Uma notícia que passou despercebida por cá, para já.
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As 8 lições de liderança de Nelson Mandela
1 Courage is not the absence of fear it`s inspiring others to move beyond it
2 Lead from the front – but don`t leave your base behind
3 Lead from the back – and let others believe they are in front
4 Know your enemy and learn about his favourite sport
5 Keep your friends close – and your rivals even closer
6 Appearances matter – and remember to smile
7 Nothing is black or white
8 Quitting is leading too
Fonte: Time
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segunda-feira, 21 de julho de 2008
Operação Croácia: a única emoção
No mundo profissional sou pouco dado a emoções. Simplesmente porque sou pago para tomar as melhores decisões para o Grupo YoungNetwork. E sei que tenho maior probabilidade em acertar nas decisões com análises frias sobre as realidades.
Na aquisição da Croácia houve um momento de emoção, felizmente longe do processo orgásmico que é comprar uma empresa (a este propósito tenho de usar o cliché de citar o livro Winning de Jack Welch, que a páginas tantas descreve a distorção que a emoção pode trazer na hora de comprar). Esse momento ocorreu no cocktail, quando entre alguns pratos tradicionais portugueses que foram servidos - confesso, eu desconhecia aquelas especialidades portuguesas - surgiu a voz calorosa de Amália a aquecer a sala.
Foram segundos eternos a digerir a emoção e o orgulho de ser português.
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Operação Croácia: o mais exótico que já me disseram
Quando divulgámos a aquisição da Meritor Media pelo Grupo YoungNetwork, o comentário mais engraçado que ouvi foi este: "Croácia!? Escolheram um país muito exótico".
Bom, tinha ser algum país. E como disse na altura tenho uma definição diferente de mercados naturais.
Mas o mais curioso da expressão é que lá os exóticos somos nós. Foi isso que tive de explicar na Croácia, tanto na conferência de Imprensa como no cocktail que promovemos com clientes, potenciais e opinion makers (fiquei surpreendido por termos lá um secretário de Estado, um ex-secretário de Estado, presidente da Microsoft, e outras personalidades influentes, o que só dá mérito a quem dirige a Meritor Media). Nós, investidores portugueses, somos os exóticos, quando lá todos esperam que sejam ingleses, alemães ou austríacos a entrarem nestes mercados.
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Operação Croácia: seis meses depois
Faz dia 1 de Agosto seis meses que iniciámos a nossa operação na Croácia. Primeiros meses de estudo, muito trabalho de casa, implementação de novos processos, fecho de plano estratégico e orçamento para 2008, algumas quick wins, muitas viagens de pessoas de cá para lá e vinda da Raseljka a Portugal (curioso ela dizer que o meu filho de cinco anos pronuncia melhor o nome dela do que eu, isto já depois de eu ter trocado a pronúncia do "s" de "zzz" por "che"; ainda assim, dei-me por contente por ser batido pelo miúdo de cinco anos - na altura quatro - e não pelo de dois e meio).
O que temos:
- Equipa muito motivada
- Facturação de consultoria per capita abaixo do que pretendemos
- Percentagem do custo de pessoal elevada face à facturação (e vai piorar porque este ano vamos sacrificar a margem pelo crescimento, nomeadamente com a entrada de mais pessoas - entraram na empresa duas novas pessoas a 1 de Julho: consultor júnior e responsável de new business)
- Poucos contratos anuais de consultoria
- Bons fees de acções pontuais
- Clientes fidelizados
- Pagamentos a fornecedores e recebimentos de clientes a horas
O que já se vê:
- Notam-se os primeiros resultados do esforço de New Business. Apesar do responsável de new business só agora ter entrado, a directora passou a estar mais enfocada nesse objectivo
- Até agora, entrada de três novos clientes de contrato anual (a nossa estratégia passa por aqui)
- Dois dos três novos clientes (Ministério da Educação, Telegra, Allianz) provêm de novos sectores (queremos estar transversalmente nos vários sectores, e não apenas nas tecnologias de informação, como até Fevereiro deste ano)
- Sistema de controlo e avaliação de resultados a funcionar
Resultados:
- Facturação (provisória) a 30 de Junho: 5 a 12% abaixo do objectivo (neste momento está nos 12%, mas falta incluir uma ou outra factura no mapa)
- Resultado Operacional (provisório) a 31 de Maio (o de Junho ainda não temos, porque a norma é ter a facturação fechada quase no próprio mês, e os custos fechados passados dois meses): 10% acima do objectivo
- Estamos satisfeitos para já, embora qualquer análise que se faça seja prematura. Acresce que o nosso segundo semestre é mais agressivo em termos de objectivos, embora tenhamos mais meios também para os alcançar
- Estamos a trabalhar em resultados positivos desde a primeira hora: a Meritor Media apresentava resultados positivos quando fizémos a aquisição
Recordo que o nosso objectivo é multiplicar o resultado por três até 2010. E como disse na altura: o mais fácil foi comprar.
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Há taxistas e taxistas!
Escreve Luís Paixão Martins uma nota sobre a perda do seu telemóvel, que foi perdido, viajou minutos de táxi, e foi devolvido no aeroporto.
Curioso. Aconteceu-me exactamente o mesmo há uns anos, numa madrugada. Estava no aeroporto, dei conta da perda, liguei para o meu número, atende o motorista de táxi, já estava de novo na paragem onde o apanhei, voltou ao aeroporto e devolveu-me o telefone.
Duas diferenças na história: o modelo era um Nokia Communicator, daqueles que servem também de arma de arremesso*, quando somos ameaçados numa viela do Bairro Alto, e eu estava noutro país. Portugal, no caso.
Moral da história: temos de escolher muito bem o motorista de táxi onde deixar o Nokia perdido no táxi.
* Não vale gozar, porque hoje tenho o mesmo modelo Communicator, só que a nova versão. Continua formato tijolo, mas com upgrade de design.
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sexta-feira, 18 de julho de 2008
Apostar na Cooperação *
Espanha já há muito que percebeu que, para se ser uma potência, a implantação da língua é fundamental. E, por isso, nunca deixou escapar a sua influência no seu espaço natural que é a América Latina.
A UCCI (União das Cidades Capitais Ibero-Americanas) funciona muito bem, sob o comando de Madrid, tem uma máquina a funcionar em pleno, é um forte pilar de cooperação, de desenvolvimento económico e ajuda a fortalecer o peso do país vizinho. A nossa UCCLA não funciona e nem se ouve falar, é uma estrutura medíocre e sem dinamismo há muitos anos.
Logo, a CPLP, que hoje conta com nove países – os de língua portuguesa e mais as Maurícias e a Guiné Equatorial com estatuto de associados – tem de explodir para que a nossa língua e influência não estejam em quarto minguante.
Leio que a Venezuela, Ucrânia e Croácia querem ser membros. É natural porque na CPLP estão dois dos três maiores produtores de petróleo de África (Angola e Guiné Equatorial – o maior é a Nigéria) e, sobretudo, porque está o Brasil. Mas Portugal também tem de aproveitar as oportunidades nos novos mercados, não só no velho mundo português.
Há pouco tempo Josep Pique dizia no “El País” aos empresários espanhóis «que há muitos negócios a fazer em África e no Brasil», um sinal de cobiça para uma esfera de influência em que deveríamos ser líderes.
Mas Portugal corteja África desde a descolonização, mas as intenções nunca são concretizadas.
É por isso que temos muito a aprender com Espanha. É como na tauromaquia: somos um país de cavaleiros, mas não temos “matadores”.
* Artigo publicado hoje no OJE
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quarta-feira, 16 de julho de 2008
Papa por sms
Já se disse que o primeiro “marqueteiro” de Deus foi Moisés. Jesus Cristo foi um mago do marketing e S. Paulo o seu mais fiel acólito na disciplina.
Agora, Bento XVI rendeu-se às novas tecnologias e às possibilidades virais. O actual Papa, um conservador dos mais rígidos, acedeu a enviar sms`s a milhares de peregrinos, reunidos em Sidney, a pedir para todos renovarem a sua fé.
«Jovem amigo, Deus e o seu povo esperam muito de ti, porque tu tens entre ti o supremo dom do Pai: o Espírito de Jesus – Bento XVI», foi a mensagem, que será renovada diariamente durante a Jornada Mundial de juventude.
Agora quando alguns ficam muito zangados por políticos, clubes de futebol, de vídeo, Zon e ginásios lhes mandarem sms`s, ficam a saber que isso poderá ter um toque de místico, pois até o Papa já se rendeu aos sms.
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Mas o problema é de quem?
Já estava à espera disto. Alguns dos principais nomes da estação RCP incompatibilizados com o seu director, diz hoje o Correio da Manhã.
Anunciando também a saída de João Adelino Faria (para a nova TVI-N ou para a RTP-N e Antena 1?) e Ana Cristina Gaspar, menos mediática mas uma grande profissional de rádio, que se juntam a Ana Sousa Dias que diz o que diz do director como muitos sabem.
Foi uma mega aposta com os resultados que são hoje evidentes.
O director é o mesmo que pegou num jornal “A Capital”, que pôs na primeira página que votava John Kerry, que foi ungido por certa comunicação social como uma luminária, que teve os meios que quis disponibilizados pelo grupo espanhol que também detinha o “Comércio do Porto”, que passava meio tempo na SIC-Notícias a comentar tudo e todos sem qualquer base de sustentação e que dizia que passava o outro tempo (e ainda diz, actualmente, a administradores da Prisa) ao telefone com ministros.
A minha memória não é curta. Este director quando pegou na “Capital” vendia 5400 exemplares e com os meios todos e a projecção mediática do mesmo acabou por sair do jornal diário com 3600 exemplares vendidos.
O director chama-se Luís Osório.
Uma dúvida: no RCP o problema é de quem?
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terça-feira, 15 de julho de 2008
“No passa nada” (II)
Só para esclarecer porque é que me estou marimbando para a opinião da cavalheira atrás mencionada, deixo nota do que foi dito por ela e reproduzido pelo “Expresso”.
A jovem actriz diz que Lisboa «está cheia de cocó». E propõe para Lisboa que a autarquia devia apoiar as «feiras das rifas e dos trapinhos». E que a cidade «precisa de mais árvores de fruto, como laranjeiras».
Descobri um blogger socialista, meu conhecido, a quem telefonei para saber o que tinha acontecido na reunião.
Dizem que as pessoas se riram destas propostas-maravilha e que fizeram lembrar as das «amêijoas e mexilhões do Tejo» e do «vinho e do azeite da Tapada da Ajuda» elaboradas pelo rendido ao poder José Sá Fernandes.
António Costa estava «pálido», um pouco ao estilo dos «outdoors da campanha do ano passado», dizia-me a brincar.
Deixo a nota que o meu conhecido nunca foi adepto da solução Costa em Lisboa, preferia Seguro. Não por nada contra Costa, mas porque não queria que a saída dele enfraquecesse o Governo, como tem vindo a acontecer.
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“No passa nada” (I)
Era assim que o “Expresso” dava título à intervenção da mandatária para a juventude de António Costa, numa reunião com militantes.
Confesso que me estou marimbando para a opinião de Margarida Vila-Nova, mas até concordo com esta frase dela sobre a situação actual de Lisboa. É que «no passa nada», mesmo.
Há poucos dias, em contacto com uma pessoa próxima de Costa, dizia-me que a comunicação não era uma prioridade.
Pois bem, acho exactamente o contrário. Ou será que é o reconhecimento de que não há nada para comunicar?
Não quero acreditar. O papel do conselho em comunicação é potenciar e agarrar ângulos de actuação que dêem um novo impulso, a um ano de eleições neste caso.
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